Social Learning – Aprendendo com as Redes Sociais

O aparecimento das redes sociais no início da década mudou a cara da Web. As estatísticas mostram que um número cada vez maior de pessoas utilizam estas ferramentas na sua vida cotidiana. Para uma simples comparação, se o Facebook fosse um pais seria o 4° maior do mundo.

Em 2009 a lista das “Top 100 Tools for Learning”, uma lista criada por profissionais do ensino do mundo todo; foi dominada novamente pelas ferramentas de midias sociais incluindo Slideshare, WordPress, Google Docs, YouTube, Google Reader e Delicious com o Twitter encabeçando a lista.

O compartilhamento da informação é uma necessidade em qualquer ambiente de trabalho e as ferramentas de mídias sociais vem senda cada vez mais utilizadas para facilitar a difusão e a troca de informações nas organizações.

É importante então se diferenciar o que se chama de Educação Formal e Informal.

1. Educação de Estrutura Formal – Treinamento e Capacitação

Para muita gente é assim que se define Ensino.  São os cursos formais como treinamentos, aulas, workshops, seminários, etc; com um instrutor presente face-a-face ou online, que está lá para “ensinar”. Por outro lado muitos treinamentos no ambiente de trabalho estão muito mais focados no compartilhamento de informações. Num curso online  é natural a utilização de mídia social (wikis, blogs, por exemplo) para adicionar compartilhamento enquanto na educação formal, (escolas, universidades,) a atividade social está diretamente associada ao curso e restrita à sala de aula.

Social Learning
, ou  Educação Social neste contexto define uma orientação compartilhada e colaborativa ao Ensino Formal.

Por outro lado, está claro que as pessoas estão usando a Mídia Social para aprender de muitas outras formas que não têm nada a haver com ser treinado ou ‘ensinado’ por alguém. Por exemplo:

2. Aprendizado Autônomo – Busca de Informação por conta própria

Muitas pessoas organizam e gerenciam seu próprio aprendizado buscando e usando conteúdo e informações para resolver seus problemas assim como conectando-se a outros para construir uma rede de profissionais onde se pode perguntar e responder perguntas  e ter discussões  com outros de mesmos interesses. Exemplos disso são os Fóruns e, em particular, sites de networking como Facebook, Orkut, Twitter e LinkedIn.

3. Aprendizado em Grupo – Trabalhando com um Grupo para resolver problemas

Aqui grupos e indivíduos aprendem e trabalham juntos em times de trabalho, projetos, grupos de estudo; ou em programas de coaching/mentoring. É uma extensão do Aprendizado Individual e para realizar isso estes grupos auto-organizados tem feito bom uso de várias ferramentas de mídia social e colaboração para criar seu próprio ambiente de compartilhamento aumentando a produtividade e performance de todo o grupo.

4. Aprendizado Intra-Organização – Aprendizado com qualquer um na Organização

Esta modalidade é quando os membros da organização compartilham informações e recursos com os outros dentro da empresa para manter cada indivíduo atualizado e alinhado com as estratégias e outras atividades e iniciativas internas. Algumas empresas estão começando a implementar ambientes colaborativos internos para o compartilhamento de notícias e recursos, por exemplo. Outras estão vendo seus colaboradores se auto-organizarem com ferramentas externas para fazerem isso por conta própria.

5. Aprendizado Acidental – Conseguindo Conhecimento sem Perceber

Este é o tipo de aprendizado que se consegue sem necessariamente se ter procurado conscientemente por ele. O Aprendizado Acidental pode acontecer em qualquer um dos cenários anteriores ou em qualquer outra situação pessoal ou profissional. As organização normalmente não se preocupam com este tipo de aprendizado mas é importante reconhecer que ele existe e pode ser potencializado com um ambiente adequado.

As Implicações para a Educação Corporativa

Como se sabe o treinamento nas organizações acaba contemplando uma pequena parte dos indivíduos (geralmente 20%) ou se limita a 20 ou 30 horas anuais por colaborador. Por outro lado, o Social Learning; ou Educação Social pode ter uma abrangência muito maior. A mídia social pode ser utilizada no contexto da educação proporcionando aos indivíduos e grupos criarem conteúdo em vários formatos, fazendo conexões com pessoas, compartilhando informações, e experiências; e colaborando em diferentes atividades. Fazendo isso eles estarão frequentemente solucionando seus problemas de forma muito mais efetiva e rápida do que um programa formal de Treinamento que dependeria de uma reação ao problema, normalmente envolvendo o desenvolvimento, criação e preparação do curso em algum formato.

Primeiramente é preciso um novo Modelo Mental. Isso impõe:
a) reconhecer  que o aprendizado autônomo, auto-direcionado,  auto-organizado, independente  é tão importante e valorizado na organização que o aprendizado formal e estruturado.

b) Não será possível controlar ou monitorar tudo o que os colaboradores vão aprender mas simplesmente permitir que eles aprendam pelos vários caminhos descritos. A Educação Corporativa deverá focar mais em ajudar os colaboradores tornarem-se estudantes auto-direcionados, independentes, autônomos e menos em criar e gerenciar soluções para estudantes dependentes.

Em segundo lugar, quando se trata de plataformas para suportar o aprendizado social informal assim como o aprendizado autônomo, estamos falando de prover um ambiente aberto onde indivíduos e grupos possam compartilhar e colaborar na criação de conteúdo.

Baseado no artigo The State of Social Learning today and some thoughts for future of L&D in 2010 de Jane Hart

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